SOS

A única Missa ao abrigo do Summorum Pontificum em Portugal, garantida pelos Franciscanos da Imaculada em Fátima, está em risco devido à imposição colocada aos frades de celebrarem sempre segundo o Novus Ordo, salvo autorização superior. Não adianta lembrar que esta decisão, que em suma lhes proibe o uso livre do Vetus Ordo, contraria a letra do Motu Proprio de Bento XVI. A imposição está feita, corajosamente aceite e será certamente aplicada. Aliás, estou em crer que a veremos aplicada e, pior, replicada com a celeridade que faltou à realização prática do Summorum Pontificum. A onda contra-restauracionista dá assim o primeiro passo e Francisco revela-se.

 

Continua, pois, a ser de bradar esta situação alarmante de não existir qualquer Missa Tridentina pública não só na cidade de Lisboa como, brevemente, em todo o território nacional. E postas as coisas como estão, a FSSPX terá que actuar rapidamente em Portugal em acção de emergência porque nada pode ser feito pela via institucional. O novo patriarca ulissiponense, D. Manuel Clemente, muito dificilmente alterará uma vírgula à linha seguida por D. Policarpo, para mais sob este pontificado, e os restantes bispos portugueses não admitem sequer o tema como discutível. Por outro lado, a Una Voce ainda não obteve qualquer resultado palpável em nehuma das nossas dioceses - e não seria de esperar outra coisa - continuando a existir uma grupo de sacerdotes amedrontados e um número desconhecido de fiéis adormecidos.

 

Face a isto, nunca estive tão certo de que urge uma iniciativa da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em terras de Santa Maria. Uma iniciativa a sério, que aproveite a pequena e modesta presença da obra de Mons. Lefebvre na capital lusa para impulsionar um movimento verdadeiramente visível e que garanta aos fiéis o acesso à Tradição litúrgica e doutrinal. É dever da FSSPX fazê-lo; é missão que não pode recusar. Os portugueses gritam socorro!

publicado por Afonso Miguel às 17:55 | link do post | comentar