99 anos depois: uma gracinha para chorar a rir... (ou de como não se brinca com coisas sérias)

Os que me conhecem melhor sabem que tenho sempre defendido uma "acção directa" por parte dos monárquicos, muito a exemplo do que se tem vindo a fazer em França. Não seria portanto de estranhar que estivesse delirante com a paródia dos senhores do 31 da Armada, mas não é o caso. Aliás, estou de cair para o lado de tanto chorar a rir (ironicamente falando) da palhaçada, e apenas expectante com o tratamento mediático dos telejornais às 20h: será que D. Duarte vai falar? Será que António Costa vai abrir o bico? Será que um chorrilho de comentadores vai dissertar durante meia hora sobre a gracinha? No fundo, será que vão dar importância de Estado a algo absolutamente ridículo, a exemplo dos jornais online? O facto é que não se vislumbram sinais de seriedade nas motivações dos Darth Vader, o que não deixa prever nada de últil para a nossa causa, antes pelo contrário. É que a minha mãe sempre me disse que não se brinca com coisas sérias...


 


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Actualizações:


 


* Relativamente aos telejornais, confesso que cheguei a temer o pior. Só é triste que uma brincadeira não-monárquica tenha, de facto, passado como se o fosse.


 


* A acção de hoje, que pode levar a penas previstas e possivelmente aplicáveis aos quatro elementos do 31 da Armada, é em nome do quê? Da causa monárquica? Da restauração? E se não é, não acham que era de elementar bom tom esclarecerem publicamente que não se tratou de um acto de luta monárquica, a fim de não sairmos politicamente associados à iniciativa de uns tipos mascarados de Guerra das Estrelas?


 


* Lido num comentário no Estado Sentido: "vamos andar a apanhar as «canas» disto muito tempo..."

publicado por Afonso Miguel às 18:33 | link do post | comentar