A aparição dos mini Küngs

Via Tradição Católica, chego agora a esta extraordinária - ou será melhor dizer "ordinária", paulinamente falando? - ideia de Carreira das Neves e Anselmo Borges: uma assembleia, ao género de concílio, para discutir o sacerdócio de homens casados e mulheres. Estes dois modernistas estão tão desesperados com a via restauracionista de Bento XVI (1) que até já criticam o CVII: "O Vaticano II teve medo de abrir o dossiê dos ministérios". Vai daí, que tal reunirmo-nos todos em Roma para dar cabo do resto, não é? É que isto de sermos "uma comunidade religiosa, autoritária, centralizada e monossexual, porque só pode ser servida por homens celibatários" - pobres freiras que nunca ninguém se lembra delas - fere os direitos humanos, ou coisa que o valha.


 


E dá vontade de perguntar: atendendo à vertiginosa queda das vocações de especial consagração depois da década de 60, se a Igreja modernista não consegue cativar jovens rapazes para o sacerdócio onde raio vão desencantar as miúdas? A Taizé?!


 


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(1) - The struggle between this interpretation of the Council, and that advanced by Council fathers like Ratzinger and Henri de Lubac, split the post-conciliar Catholic theological world into warring factions with contending journals: Concilium for you and your progressive colleagues, Communio for those you continue to call “reactionaries.” That the Concilium project became ever more implausible over time—and that a younger generation of theologians, especially in North America, gravitated toward the Communio orbit—could not have been a happy experience for you. (Da carta aberta de George Weigel a Hans Küng)

publicado por Afonso Miguel às 12:56 | link do post | comentar