A moral do Estado é não haver moral porque, no fundo, cada um tem a sua e dá a quem quiser

Um tal de Conselho da Igualdade da Mulher da Junta da Andaluzia anda a distribuir um folheto que incentiva as mulheres a meterem os dedos onde não devem. Diz que a masturbação "não tem nenhum problema, não causa doenças, não torna louca quem o faz nem vicia como se fosse uma droga". Logo a seguir, remata que "as pessoas que tenham concepções morais que proíbam esta prática e não desejem a masturbação não têm de praticá-la, sobretudo porque é uma actividade que controlamos, como qualquer outra, sem grande esforço". E eu fico com quatro dúvidas, só assim para começar:


 


1ª - Se a lógica é a do "só faz quem quer" ou é uma "questão de consciência" (como no aborto e na eutanásia), porque é que se incentiva e mostram benefícios, assumindo posição sobre o assunto?


 


2ª - Numa sociedade em que o Estado assumiu o papel da religião, como explicar a uma criança (já para não falar dos adultos) que a suposta liberdade moral é suplantada por uma posição oficial do poder (libertinagem) que retira culpa à imoralidade?


 


3ª - O que raio têm os tipos na cabeça para escrever que algo ligado à sexualidade é perfeitamente controlável como qualquer outra coisa e sem grande esforço?!


 


4ª - E se a minha concepção moral for a de considerar a masturbação como causadora de loucura e viciante em luxúria? Continua a não existir "nenhum" problema?


 


Muitas mais viriam se aqui ficasse a tarde inteira...


 


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Rafael, que fazer à irmã Espanha?

publicado por Afonso Miguel às 13:12 | link do post | comentar