As portas que Abril abriu

Uma centena de palhaços vai distribuir preservativos nos acessos para as Missas de Bento XVI em Portugal. Neste dia malfadado, em que pateticamente ainda comemoramos um golpe de estado comunista que nos conduziu a um sistema político inimigo de Deus, ficamos esclarecidos quanto a quem permite a profanação de espaços públicos que, por momentos, se transformarão em templos a céu aberto. Não houvesse uma espécie de common law que impede qualquer afronta aos judeus e, mal comparado, seria o mesmo que dar carne de porco à porta de uma sinagoga. Isso mesmo: seria um acto de anti-cristianismo primário em terras de Nossa Senhora, de perseguição, e não um qualquer protesto de "sensibilização pela positiva". O tal sistema, pela sua génese, gloria-se que estas pobres marionetas de interesses superiores - vejam os apoios e digam-me quantos não são de associações gays ou similares - não consigam compreender que a suposta catolicidade de alguns dos seus membros deveria acarretar uma negatividade completamente adversa à positividade da acção que levarão a cabo. E gloria-se ainda mais com essa autoproclamada catolicidade se for símbolo - e é - da perversão modernista da religião que qualquer socialista almeja.


 


Mas os meninos terão resposta. Certamente que muitos se indignarão, e com razão, com a sua presença. E até antevejo mais: uma polícia actuante em defesa dos direitos e liberdades, protegendo quem livremente quer expressar convicções, tomando partido de quem faz uso das garantias de Abril. Quanto a nós, ainda havemos de levar cacetada...

publicado por Afonso Miguel às 18:43 | link do post | comentar