Catacumbas

As notícias das perseguições anticatólicas em Espanha, com ataques a igrejas perpetrados por grupos de extrema-esquerda, são muito preocupantes. Indicam-nos, em primeiro lugar, o que os verdadeiros monárquicos espanhóis e portugueses vêm dizendo há muitos anos: a chefia de estado entregue a uma casa real não vale por si; a monarquia implica mais do que a assistência, quase sempre passiva, dos acontecimentos políticos da comunidade. Infelizmente, o que existe aqui ao lado é uma farsa de regime, com as forças sinistras em pleno poder e a destruírem a identidade de nuestros hermanos em favor de uma agenda ideológica internacionalista. Não é pois de estranhar que, por isso mesmo, abrindo-se espaço para que estas forças ajam com plena legitimidade, o clima de persecução acentue agora de forma mais visível a censura intelectual que se faz sentir por toda a Europa.


 



 


Os carlistas apelam a uma reacção católica. Por cá, publicam-se reportagens que apresentam grupos violentos e criminosos como os RASH, SHARP e outros "antifas", como o lado bom da cultura skinhead (revista Sábado na imagem). Ou seja, a imprensa e todos os meios de formatação da opinião pública estão tendencialmente contra qualquer tentativa de afirmação do cristianismo, pelo simples motivo que leva qualquer pessoa a rejeitar o que lhe é oferecido como um inimigo a abater. Mesmo quando a Igreja é elogiada, é quase sempre através de um apoio total à implosão eclesial que o CVII aprovou.


 


Vivemos tempos difíceis que prenunciam um futuro pouco risonho. Se os modernistas queriam uma Igreja de regresso ao seu estado primitivo, então saibam que está para breve reabitarmos as catacumbas.

publicado por Afonso Miguel às 15:25 | link do post | comentar