Contra Bento XVI


As JMJ vivem do ar festivaleiro do estilo CVII. Não é por acaso que movimentos como o Renovamento Carismático ou o Caminho Neocatecumenal acorrem a este tipo de eventos, alimentando-lhes o espírito: freiras que dançam a "macarena"; Sua Santidade transformada em ícone; guitarradas e tambores por todo o lado... É um pagode! Mas a jornada que está a decorrer em Madrid tem impressionado por outros motivos. Hordas de analfabetos anarquistas, ateístas, laicistas ou simplesmente gayzistas, têm tentado perturbar o ambiente com protestos enraivecidos que visam directamente o Santo Padre. O ódio espelhado no rosto dos manifestantes, oriundos de todas as partes, é bem sinónimo da forte hostilidade à Igreja que continua crescendo naqueles países que outrora foram os grandes reinos difusores da Fé. Hostilidade intelectual, que se faz sentir diariamente em todos os sectores das sociedades ocidentais, mas também física, como comprovam os acontecimentos em Espanha.


 


A atitude dos participantes da JMJ de 2011 tem sido exemplar. A oração é a melhor armar contra os inimigos de Cristo, e as imagens que têm corrido mundo atestam a heroicidade de jovens que se ajoelham a rezar nas ruas madrilenas em resposta às provocações. Sem dúvida um acto de verdadeira resistência cristã. Por mais que as JMJ sejam campo de modernismo e maleitas internas e por maior que seja a indiferença à restauração litúrgica e ao pensamento de Ratzinger em determinadas matérias, o amor ao Papa e a coragem ainda transparecem, porque é sobretudo contra o pontificado de Bento XVI que a corja sai à rua.

publicado por Afonso Miguel às 16:00 | link do post | comentar