De como os bispos portugueses estão em clara cisão [VI]

D. Ilídio está assustado. Não porque os órgãos de comunicação social estejam em sistemática propaganda contra a Igreja - sinais da por ele tão amada modernidade - mas porque podem vir a contribuir para o destapar da careca ao episcopado português (e como se isso prejudicasse a Santa Madre!). D. Ilídio, medroso que está, fala do Santo Padre como alguém que, pela sua missão, merece "respeito" de todos e desses mesmos requer "atenção", "unidade" e "comunhão", mas nunca lembrando a obediência que lhe prometeu. D. Ilídio, imprudente ou compulsivamente obediente a outras obediencias, levanta a voz para dizer disparates e tentar dar parte de exímio defensor de Roma, quando está para breve que se separe o trigo do joio e não consta que seja contado entre os primeiros. Chega mesmo a insinuar que o Santo Padre tem, ele sim, dever de ouvir e acatar sempre as opiniões dos que com ele são bispos, quando afirma: "[o Papa] tem todos os canais intermédios de corresponsabilidade e de comunhão, criados pelo Concílio Ecuménico do Vaticano II, que reúne, ouve e respeita."

Entretanto, ouvi em boato que a resposta de Pedro virá pela canonização de Nuno de Santa Maria. Qualquer informação nesse sentido será bem acolhida nas caixas de comentários ou por e-mail.
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publicado por Afonso Miguel às 13:51 | link do post | comentar