Era o que mais faltava!

Que ninguém se sinta obrigado a seguir as "recomendações" litúrgicas que a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde vai fazer circular e obrigar a ler nas igrejas portuguesas a propósito da histeria sobre a Gripe A. Que nenhum sacerdote ou moderno ministro da comunhão vos consiga coagir a aceitarem aquelas "recomendações", muito em particular a que indica a comunhão na mão como medida sanitária a adoptar. Não será de estranhar que haja um manhoso aproveitamento externo e interno desta situação para induzir os fiéis em práticas de pouca sacralidade. E se no actual rito extraordinário da Missa a comunhão na mão é proibida, muito menos será recomendável, pelo que estas pseudo-normas encapotadas de contributo para a prevenção estão em choque absoluto com a liturgia tradicional, totalmente liberalizada por Bento XVI. Não é possível querer que um sacerdote que celebra segundo o Missal de João XXIII recomende uma atitude que está, à partida, condenada.

publicado por Afonso Miguel às 13:51 | link do post | comentar