"Homo modernus"


Do pouco que li na rede sobre o "massacre de Oslo", o simpático e cavalheiro Breivik não passa de mais um produto acabado da modernidade: maçom, sionista, cristão anti-católico (protestante), anti-muçulmano, democrata, nacionalista, europeísta, etc. A lista continua e parece absolutamente contraditória, mas não deixa de ser normal para um perfil do género. Como é óbvio, na necessidade de encaixar o indivíduo numa patologia psicótica qualquer, escolheram a de "extremista cristão", que cola como barro na parede, quando se trata apenas de um homem normalíssimo, irmão fraterno de uma loja, viciado em jogos de computador, consumidor de pornografia: o homo modernus. Para ajudar à festa, o tipo até odeia o Papa...


 


Esta aparente (a)normalidade do cidadão Norueguês choca e põe um pouco a nu o mundo em que vivemos e as mentes perversas que consegue gerar. Breivik é um monstro das ideologias, o que há-de fazer o assunto desaparecer dos noticiários num abrir e fechar de olhos.

publicado por Afonso Miguel às 14:56 | link do post | comentar