Nacionalismo de classe

O PCP habituou-nos a uma farsa constante que esconde o evidente. E habituou-nos tão bem que ainda não ouvi nem li ninguém espantado com os cartazes comunistas que a CDU colocou recentemente na rua. Entre o disco do costume, trazem a palavra "soberania", numa espécie de patriotismo ousado contra a política "comunitária". Mas a verdade é que esta invenção já antiga de um certo nacionalismo pela conveniência de classe (a neo-pátria) não entra em choque com a lógica soviética da UE, baseada na subjugação a uma ideologia exportável e centralizadora na ilusão utópica do progresso milagroso da modernidade. De facto, compreende-se a que soberania apela o PCP se formos à cartilha do partido e verificarmos que quando se confunde nação com proletariado, dá nisto: um anti-federalismo que encapota um internacionalismo Estalinista. O mesmo que saiu vitorioso do confronto bélico que diluiu o reduto nacionalista das pátrias...

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Nota: Seria importante reflectir sobre os nacionalismos resultantes de 1789 - os verdadeiros e os falsos, com o que aqui é apresentado - e sobre o patriotismo. Sobretudo, sobre como o nacionalismo tradicionalista foi e é a última esperança das pátrias. Fica para outro dia.
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publicado por Afonso Miguel às 00:02 | link do post | comentar