Nada a declarar (?)

Continuando na companhia do excelente Fratres in Unum, constactamos que a situação no outro lado do Atlântico quanto à aplicação do Summorum Pontificum é absolutamente desastrosa. Passados três anos da publicação do Motu Proprio, pergunto-me o que terão a dizer ao Papa os bispos de países como o Brasil, em que os resultados do documento são manifestamente insuficientes, quando não dificultados, sendo os prelados os principais agentes da omissão e da censura generalizada sobre tudo o que respeite à liberalização da Missa Tridentina como rito extraordinário.


 


Em Portugal, o caso é ainda mais grave: à parte a FSSPX ter uma presença casa vez menos visível e conhecida, não existe nenhuma outra fraternidade ou organização Ecclesia Dei que defenda abertamente a Tradição. A aplicação do Summorum Pontificum resume-se a menos de um punhado de Missas em Fátima, responsabilidade de quem não tem que prestar contas ao episcopado português. Porque de sacerdotes diocesanos que celebrem o Rito Extraordinário em suas paróquias, a realidade é simples:


 


0 (zero)


 


Será este o relatório da nossa conferência episcopal para Roma? Um rotundo e esclarecedor "0"? Ou vão inventar que entre os padres, diáconos, fiéis leigos e até seminaristas desta santa terra, não há quem queira que os nossos altares voltem a servir para alguma coisa? Ou será preciso ir um representante da Santa Sé a Fátima no próximo mês de Setembro para ver a concentração desses "inexistentes" no workshop dos cónegos de São João Câncio? Ou será ainda necessário que todos os que lá estarão, mais os que ficarem em casa por impossibilidade ou receio de represálias, escrevam a Bento XVI a explicar o que se passa?...

publicado por Afonso Miguel às 19:36 | link do post | comentar