... "o caminho mais rápido para o céu"


Em Maio, o Padre João Seabra afirmava na TVI24 que "dentro em breve, a Igreja estará na ilegalidade". Referia-se à ascensão de um direito internacional ideologicamente marcado que, impondo-se como cartilha de direitos inquestionáveis, contém elementos anticristãos incompatíveis com a difusão legal de uma doutrina católica. Vem isto a propósito da multa que um tribunal alemão quer impor a Mons. Williamson por causa de uma opinião sobre o "holocausto" nazi, que em tempos tornou pública. Essa opinião viola a lei germânica que não admite que sejam colocados em causa os números e os métodos dos campos de concentração nacional-socialistas, em favor de uma versão oficial dos factos. Chamam-lhe "revisionismo". É essa acusação que o bispo católico da FSSPX está a enfrentar.


 


Há duas questões que surgem de imediato face a esta notícia: primeiro, a de saber se a altura em que este caso é retomado é ingénua; segundo, a de tentar perceber até que ponto chegará no futuro a perseguição aos cristãos. Não esqueçamos que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X iniciou há dias as conversações com a Santa Sé, motivo de grande colera em muitos sectores progressistas, incluindo purpurados. Não será pois de estranhar que a coincidencia do aparecimento deste caso com o levantamento das excomunhões aos bispos de Lefebvre venha agora repetir-se, com o mesmo e único objectivo de denegrir a imagem dos tradicionalistas e atacar directamente o Santo Padre e as suas intenções. E se a perseguição chega ao ponto de ser interna por meia duzia de "heresias" sobre história contemporânea, imaginemos o que nos espera do exterior...


 


Como o próprio Mons. Williamson diz, "se nos matarem brutalmente, é o caminho mais rápido para o céu".

publicado por Afonso Miguel às 14:22 | link do post | comentar