O meu Maio

Há dias que pouco nos dizem. Deste 1º de Maio, feito de reivindicações longe do labor como virtude, dever e caminho de santificação, temos apenas São José, sua carpintaria e como Jesus terá com ele aprendido o ofício. De resto, o meu Maio é outro: o de 13, pela memória das aparições que fizeram de Fátima uma das mais importantes manifestações de Fé em Portugal; o de 28, precedido por um 18 de Abril de 1925, quando a primeira elevação de Nuno Álvares aos altares não resultou nas parvoíces modernas das impossíveis comparações, mas em acção conducente a uma salvação patriótica que se afigurava como imperativo nacional.

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E neste dia do trabalhador em que poucos querem trabalhar, deixo-vos uma descoberta recente e surpreendente, como banda sonora. Uma voz jovem, mas amadurecida sabe-se lá por que graça de Deus, que nos presenteia com um fado adulto, entre o choro e o orgulho de o cantar, num estilo carminho que quero acreditar vai fazer história na canção portuguesa. Ora oiçam.
publicado por Afonso Miguel às 17:44 | link do post | comentar