O mundo vai louco e eu de boca aberta

Não julguem os que pior me conhecem que me resignei ao estado de coisas ou que tenha desistido de pensar. O silêncio que por aqui se faz está explicado em postal anterior. Embora seja concomitante à passagem do primeiro aniversário desta casa, não significa um abrandamento do dedo em riste face à mentira do mundo moderno. É antes um espanto incontornável perante uma realidade tão absurda quanto o absurdo em si. É a visão incrível da queda de tudo perante a imbecilidade do nada, do vazio, do vácuo, como se um planeta inteiro fosse engolido por um buraco negro e lhe chamassem progresso. E este espanto já é hoje suficiente para conseguirmos marcar uma posição reaccionária, tal não é a uniformização dos paradigmas impostos.


 


Mas olhem, daqui a uns anos, quando os homens acasalarem com macacos e o espanto não for mais permitido, pode ser que ainda esteja por aqui... Até lá, um abraço aos meus leitores e votos de bem sucedida resistência.

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publicado por Afonso Miguel às 00:39 | link do post | comentar