Os Simpsons


 


Habituámo-nos à sátira do puritanismo evangélico norte-americano personificada no Flanders. Um personagem que educa os filhos numa norma incompreensível ao mundo liberal da família Simpson, envergonhando o próprio pastor local que, como qualquer bom funcionário protestante, é pouco dado a sacerdócios. É um retrato típico da América. Por cá, na Europa, o Flanders seria facilmente substituído, em contra-posição, por uma Fernanda Câncio, também ela protestante mas com tudo o que cheire a religião autêntica. Era vê-la pendurada na varanda do seu apartamento a praguejar democraticamente contra a liberdade de procissão. Dava umas belas estórias...


 


Existe, contudo, outra figura mais interessante na série dos bonecos amarelos: o Krusty the Clown. É um filho degenerado de pai judeu, que ganha a vida a fazer palhaçadas para a pequenada. Fora dos palcos, sem máscara, tende à criminalidade e ao laxismo. E este também era facilmente substituível no velho continente, mas sem contra-posição absolutamente nenhuma. O Shönborn ia fazer rir muita gente...


 


***


 


Dos episódios europeus dos Simpsons, saiu recentemente uma edição especial gravada na cátedra de Pedro. Sem palavras. Os fãs carismáticos agradecem.

publicado por Afonso Miguel às 12:03 | link do post | comentar