Quando o inimigo somos nós

O inimigo é sempre o factor preponderante para os processos revolucionários. Assim foi e é em todas as potências comunistas, com o combate à exploração capitalista dos "fassitas"; assim foi também na Alemanha nazi, pela demanda contra os cristãos, judeus, ciganos, deficientes mentais e motores, e restantes parasitas; o mesmo sucedeu aqui, aquando da instauração da 1ª República e da perseguição à Igreja, mais propriamente aos Jesuítas. O caso foi grave ao ponto de medir crânios ao clero para determinar nele a existência dos sinais antropológicos da legítima reacção que faziam à imposição do novo regime. E continua a ser grave, com 10 milhões prontos a serem esbanjados nas laudes àquele tempo que, dizem por aí, nos trouxe liberdade...

A este pretexto, recordo outro post recente sobre a subserviência da História à ideologia, já que aqui se vê como a ciência também ficou, até hoje, nessa posição perigosamente subalterna.
publicado por Afonso Miguel às 16:52 | link do post | comentar