Repúblicas há muitas, seu palerma!

O Henrique Raposo diz que o problema dos monárquicos é existirem miguelistas. E isto sai-lhe com tanta naturalidade, que seria o mesmo que eu escrever que o problema dos republicanos é terem marxistas no parlamento. O problema é que o conceito de república é hoje tão multiforme que não permite nenhuma definição, muito menos uma mirabolante base ética, o que faz com que só consiga tolerar uma proposta monárquica que lhe siga as pisadas, afogando-se no paradigma instalado e renunciando a tudo o que caracteriza e diferencia a alternativa real. O grupo de marinheiros do Tejo lá lhe vai fazendo o frete...


 


Se recuarmos na história, percebemos que é lógico que seja assim. Quando em 1910 se implantou a república portuguesa por telégrafo, já existia uma coisa parecida desde o início do liberalismo. Mudaram-lhe o nome, lavaram-lhe a cara, mataram um gajos e espetaram-nos com a bandeira da carbonária. Não seria portanto de estranhar que um rei até pudesse ser agora aclamado por e-mail. Reaportuguesar Portugal é que está fora de questão, porque é "fassista", salazarento e, quem sabe, até nazi. Tudo coisas monárquicas, claro!

publicado por Afonso Miguel às 09:12 | link do post | comentar