Sobre a extorsão da privacidade e da capacidade moral [II]

Carlos Abreu Amorim, no CM:
A ministra inglesa das Crianças, Beverley Hughes, elaborou um panfleto que visa orientar as conversas sobre sexo entre pais e filhos. Trata-se de mais um marco na ingerência do Estado na função educacional das famílias.

O documento exorta os pais a não imprimirem nos filhos a distinção entre o bem e o mal no plano sexual. Os menores deverão formar os seus juízos sem intervenção parental: o contexto social e, sobretudo, o Estado encarregar-se-ão disso. Os pais poderão ter conversas ‘light’ sobre o tema mas nada de quererem transmitir valores e virtudes ou de traçar cenários incómodos face a opções que se sabem erradas.

Ou seja, o Governo trabalhista inglês quer que os pais deixem de o ser – só geram os filhos que, depois, ficam ao ‘Estado dará’.
Agora digam os seguidistas da Europa federal se é isto que nos espera com a imposição da "educação sexual" nas escolas portuguesas. Ou a liberdade de educar os filhos como queremos em matéria de moral - ou de pura e simplesmente não o fazermos - é menor numa república laica do que a de dois homens se deitarem em privado na mesma cama? É que não tarda muito estão a ensinar aos putos as variantes "naturais" da sexualidade entre seres humanos, com desenhos e tudo!

A coerência da "liberdade" moderna rui com tanta facilidade...
publicado por Afonso Miguel às 18:45 | link do post | comentar