Tomar partido

Apenas uma pequena nota para escrever que, pela primeira vez, dei por mim a dizer que o meu "partido" é a Igreja. Perguntaram-me a ideologia, disse a identidade. É que, ao contrário do que delirava Agostinho, é preciso escolher a boa parte, porque nem todas são sãs ou partilham daquilo que assim as marca na fronte. É necessário aquecer, para não arrefecer; endireitar, para não vergar; dizer "sim sim, não não", para que o "talvez" se não transforme em pretensão de uma vontade perdida em si mesma.


 


O Cristianismo implica as grandes premissas do Decálogo completas em Jesus. Implica, por isso, uma visão política da Justiça comunitária. E é neste sentido do sentido único que a Igreja, depositária da Verdade, é o "partido" radical dos crentes.

publicado por Afonso Miguel às 23:26 | link do post | comentar