Um caso de vida ou morte

aqui tinha deixado nota sobre o relatório do Departamento de Segurança dos EUA que inclui os contestatários ao aborto no grupo dos extremistas de Direita a ter debaixo de olho. Através do American Papist, cheguei agora a um vídeo em que Hillary Clinton responde sobre a intenção norte-americana de promover a matança além fronteiras.

As palavras de Clinton só vêm confirmar os receios que o Rafael Castela Santos tão bem sintetizou n' A Casa de Sarto. De facto, a linha de pensamento será a de considerar que ser contra o aborto significa negar um direito de escolha fundamental. Havendo porém essa liberdade, não se perde a possibilidade de não recorrer ao ignóbil acto, e nisto consistirá a justeza da liberalização. O problema é que Hillary não fala propriamente na garantia de oposição àquela prática (desde que se mantenhamos calados, claro), mas a de optar por ser pró-vida. Ela reconhece que existe vida humana, mas considera-a passível de ser ou não valorizada, enquanto tal, conforme as escolhas da mulher, enquadrando a situação na prestação de serviços de saúde.

Parece que lhe fugiu a boca para a verdade, sem pejo algum. A administração Obama é pois contra a vida, porque assim livremente decidiu. Difundir essa liberdade de valorizar ou não a vida humana é a tarefa missionária da Nova Ordem Mundial, em nome da sacrossanta consciência individual. E ficamos a saber que quem não alinhar é "fassista" e persona non grata.


publicado por Afonso Miguel às 22:18 | link do post | comentar