Uma alternativa liberal?!


 


A saída de Sócrates não me afecta nem um pouco. Aliás, há a forte possibilidade de vir a vencer novamente nas urnas, tal não é o defeito do sistema eleitoral a que estamos sujeitos. Sobretudo, tal não é a pouca vergonha de termos transformado a política em arte de palco. Portanto, a questão que me suscita esta situação ridícula que vivemos não é propriamente a de saber se Passos Coelho vai salvar isto ou se o PEC4 deveria ter sido aprovado. Não me perco com divagações de tamanha inconsequência. A questão que para mim parece importar reflectir é tão-só a de tentar vislumbrar em que é que o momento seria diferente se tivéssemos um rei como Chefe de Estado. É a questão do regime.


 


Mas a resposta afigura-se difícil... Não que a dificuldade seja a de dar a resposta em si, mas a da conclusão que esta acarreta. De facto, se tivéssemos um rei a assistir ao circo parlamentar que boa parte (para não dizer quase todos) dos nossos monárquicos defendem, o que ganharíamos? No que é que a tal isenção ou imparcialidade real face aos partidos políticos teria influído, para melhor, quando o Senhor Dom Duarte recebesse Sócrates de roupão, à hora de jantar? Se alguém me souber dizer, tópico por tópico, as diferenças, por favor use a caixa de comentários. É que os monárquicos liberais assemelham-se muito ao PSD actual: uma alternativa que não altera nada. E para isso, já lá estão os outros.

publicado por Afonso Miguel às 13:50 | link do post | comentar